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Resumo:O dólar abriu esta quinta-feira (3) em forte queda, cotado a R$ 5,60 no mercado comercial, uma desvalorização de cerca de 1,61% em relação ao fechamento de quarta-feira (2), quando estava em R$ 5,69
O dólar abriu esta quinta-feira (3) em forte queda, cotado a R$ 5,60 no mercado comercial, uma desvalorização de cerca de 1,61% em relação ao fechamento de quarta-feira (2), quando estava em R$ 5,69. No mercado de turismo, os valores oscilam entre R$ 5,65 (compra) e R$ 5,83 (venda), segundo dados atualizados às 10h49. A brusca oscilação do par USD/BRL reflete a reação global ao anúncio das novas tarifas comerciais de Donald Trump, que abalaram os mercados e reacenderam temores de uma desaceleração econômica mundial. Para os traders de forex brasileiros, o momento é de atenção: o que causou essa queda, o que pode vir pela frente e como operar nesse cenário volátil? Vamos analisar.
A principal força por trás da queda do dólar nesta quinta-feira é o anúncio do “tarifaço” de Trump, apelidado por ele como “Dia da Libertação”, em 2 de abril. As tarifas recíprocas impostas pelos EUA variam de 10% (para o Brasil) a 34% (para a China), com 20% para a União Europeia e 24% para o Japão, entre outras nações. A medida, justificada como uma forma de proteger a indústria americana e corrigir desequilíbrios comerciais, pegou os mercados de surpresa pela agressividade, superando expectativas mais moderadas.
A reação foi imediata: o índice DXY, que mede o dólar contra uma cesta de seis moedas principais, despencou 1,97%, atingindo 101,76 pontos, o menor nível desde o início de outubro. O euro subiu para US$ 1,1078 e a libra esterlina avançou para US$ 1,3182, refletindo uma ampla liquidação da moeda americana. No Brasil, o dólar à vista caiu 1,61% até R$ 5,607, enquanto o contrato futuro na B3 recuava 1,36%, para 5,642 pontos. A percepção é de que as tarifas podem desacelerar a economia dos EUA, alimentando apostas em cortes mais profundos nos juros pelo Federal Reserve (Fed) e pressionando o dólar para baixo.
No cenário doméstico, o alívio com a tarifa de apenas 10% ao Brasil — a menor entre os países afetados — contribuiu para a valorização inicial do real na quarta-feira. Especialistas, como os citados por Zero Hora, destacam que o impacto no curto prazo pode ser moderado, mas o temor de uma guerra comercial generalizada mantém os investidores cautelosos.
A oscilação do USD/BRL reflete uma combinação de fatores globais e domésticos. Globalmente, as tarifas de Trump intensificam a incerteza, com promessas de retaliação de Canadá, China e União Europeia. Isso eleva o risco de uma desaceleração econômica global, reduzindo a demanda por dólar como ativo seguro e fortalecendo moedas concorrentes. O mercado também aguarda dados cruciais, como o PMI de serviços dos EUA (divulgado às 11h desta quinta), e os índices de inflação ao consumidor e produtor, que podem influenciar as decisões do Fed.
No Brasil, a cotação do dólar já vinha pressionada por fatores internos, como a escalada a R$ 6,26 em dezembro de 2024 após a isenção de Imposto de Renda anunciada por Fernando Haddad. As intervenções do Banco Central foram consideradas “corretas” pelo ministro, mas não evitaram um crescimento anual de 28% em 2024, o maior desde 2020. A queda atual, porém, é mais um reflexo do cenário externo do que de mudanças internas significativas.
Curto Prazo (Dias a Semanas):
No curto prazo, o USD/BRL deve permanecer volátil. A queda para R$ 5,60 sugere um suporte técnico próximo de R$ 5,50, mas a resistência em R$ 5,80 pode ser testada caso os dados econômicos dos EUA surpreendam negativamente ou as retaliações tarifárias ganhem força. A expectativa de cortes de juros pelo Fed — possivelmente três a quatro reduções de 0,25 ponto em 2025 — pode manter o dólar pressionado, beneficiando o real temporariamente. No entanto, qualquer sinal de recessão nos EUA pode reduzir a demanda por commodities brasileiras, limitando os ganhos do BRL.
Longo Prazo (Meses a Anos):
Especialistas projetam que o dólar se estabilize em um patamar elevado, ao redor de R$ 5,80, em 2025, conforme citado por Zero Hora. A guerra comercial e seus efeitos na economia global podem manter o USD/BRL em uma faixa entre R$ 5,50 e R$ 6,00, dependendo da evolução da inflação americana e da resposta do Banco Central do Brasil. A persistência de pressões inflacionárias internas, como o aumento nos preços de gasolina, pão e café, pode forçar o BCB a manter ou elevar a Selic, sustentando o real no longo prazo.
A atual instabilidade favorece operações rápidas. Traders podem comprar USD/BRL perto de suportes (R$ 5,50–R$ 5,60) e vender em resistências (R$ 5,70–R$ 5,80), usando stop-loss apertados para limitar perdas em movimentos bruscos.
O PMI dos EUA (11h de hoje) e os índices de inflação da próxima semana serão decisivos. Um PMI fraco pode reforçar a queda do dólar, enquanto inflação alta pode reverter o movimento. Ajuste posições com base nesses indicadores.
Com o ouro em máxima histórica e os Treasuries em alta, diversificar com esses ativos pode proteger contra surpresas negativas no USD/BRL.
Para quem opera em prazos maiores, vender USD/BRL em picos (acima de R$ 5,80) e comprar em quedas (abaixo de R$ 5,60) pode ser lucrativo, especialmente se o Fed cortar juros mais cedo.
O dólar a R$ 5,60 hoje é um reflexo direto das tarifas de Trump e da aversão ao risco global, mas o Brasil, com sua tarifa moderada de 10%, pode encontrar oportunidades em um cenário de concorrentes mais prejudicados. Para os traders de forex, o momento exige agilidade: no curto prazo, a volatilidade oferece lucros rápidos; no longo prazo, a estabilização em patamares elevados sugere cautela estratégica. Monitorar os próximos dados econômicos e as reações internacionais será essencial para surfar as ondas do USD/BRL. Em um mercado abalado por tarifas e incertezas, a informação é o melhor ativo.
Palavras-Chave: Dólar Hoje, Cotação USD/BRL, Tarifas de Trump, Queda do Dólar, Mercado Forex, Real Valorizado, Guerra Comercial, Federal Reserve, Volatilidade Câmbio, Inflação EUA, Estratégias Forex, Banco Central Brasil, Trading Dólar, Economia Global, PMI EUA
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